Parintins atende mais de 4.400 pacientes de outros municípios em dois anos e sobrecarga preocupa

Além de atender a demanda do próprio município, Parintins atende pacientes vindos de cidades vizinhas do Baixo Amazonas e oeste do Estado do Pará.

Parintins atende mais de 4.400 pacientes de outros municípios em dois anos e sobrecarga preocupa Foto: Márcio Costa Notícia do dia 19/12/2018

A cidade de Parintins atendeu exatamente de 4.447 pacientes oriundos de outros municípios do Baixo Amazonas e até do Estado do Pará em menos de dois anos (2017 e 2018). Os números são da Secretaria Municipal de Saúde, que levam em consideração os atendimentos de emergência e internação dos hospitais Jofre Cohen e Padre Colombo. Não constam nestes dados a quantidade de atendimentos ambulatoriais nas unidades básicas, o que levaria a um patamar superior a 5 mil atendimentos.

 

No Hospital Padre Colombo, foram 1.320 entradas em 2017 e 1.267 em 2018, onde a maior demanda é voltada a urologia, pediatria, obstetrícia, neonatologia, traumatologia e ortopedia. No Jofre Cohen foram 780 atendimentos em 2017 e em 2018 o número saltou para 1.090, em sua maioria direcionados a obstetrícia, pediatria e cirurgias gerais.

 

Ranking

 

A maior demanda vem da cidade de Barreirinha com o total de 1.873 pacientes. Em segundo vem Nhamundá que destinou 733 pacientes e logo atrás vem Juriti-Pará com 422 pacientes. Também aparecem Faro, Urucará, Terra Santa,Boa Vista do Ramos, Maués, Presidente Figueiredo, entre muitos outros.

 

O prefeito Bi Garcia, durante a inauguração da Escola Santa Luzia do Macurany afirmou que é grande o peso que Parintins carrega nas costas por conta da falta de investimentos na saúde por parte de outros municípios do Amazonas e Oeste do Pará. "Esta conta está muito pesada e nós precisamos urgentemente tomar uma posição para que a gente possa proteger a população parintinense e cuidar cada vez melhor do nosso povo", afirmou.

 

Já o secretário de Saúde, Clerton Rodrigues, disse que o projeto de Regionalização da Saúde está há dez anos no papel e ainda não se concretizou. "Migra todo mundo para nosso município. Nossa estrutura é para 140 mil pessoas e estamos atendendo cerca de 300 mil que corresponde aos municípios vizinhos", declarou. "É importante fazer este esclarecimento para que a população perceba a sobrecarga que hoje é visível em nossos hospitais", completou.