Defesa Civil prepara enfrentamento à estiagem

O plano de enfrentamento foi iniciado em reunião com a presença do prefeito em exercício Tony Medeiros e representantes de secretarias municipais.

Defesa Civil prepara enfrentamento à estiagem Foto: Felipe Brunner Notícia do dia 07/11/2018

A Prefeitura de Parintins, por meio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, põe em prática o plano de contingência para enfrentamento à estiagem. Sentidos pelas populações ribeirinhas no município, os efeitos do fenômeno climático, causado pela insuficiência de precipitação pluviométrica ou chuva em uma determinada região por um período de tempo muito grande, foram amplamente discutidos em reunião na Prefeitura de Parintins, no dia 05 de novembro.

 

O encontro teve a presença do prefeito em exercício Tony Medeiros, além de representantes das secretarias municipais de Saúde (Semsa), Educação (Semed), de Assistência Social Trabalho e Habitação (Semasth), de Pecuária Agricultura e Abastecimento (Sempa), de Obras e Serviços Públicos (Semosp), de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Sedema) e Procuradoria Geral do Município (PGM).

 

O coordenador municipal de Defesa Civil, Samuel Reis, orientou as secretarias para a elaboração de relatórios sobre as problemáticas ocasionadas pela estiagem. “São documentos que contribuem para o planejamento, elaborados a partir da percepção dos relatórios de cada secretaria, com análise de um ou mais cenário de risco de desastres. Assim, se estabelece procedimentos para ações de monitoramento, assistência às vítimas e restabelecimento de serviços sociais", afirma o coordenador.

 

Os relatórios das secretarias municipais dão subsídios para as ações do Plano de Contingência da Defesa Civil para resposta à comunidade. Parintins e municípios vizinhos sentem os reflexos da estiagem. Um dos exemplos da baixa pluviosidade é da comunidade São Raimundo, no Lago do Matipucú, entre a região do Boto e o Paraná do Aduacá, que sofre com escassez de água. 



Na época da vazante do rio Amazonas, os moradores da localidade, a maioria vindos das comunidades Santa Terezinha do Caburi e São Sebastião do Boto, têm dificuldades de locomoção e de acesso à água potável, por ser distante cerca de cinco horas a pé da margem do rio. O Lago do Matipucú é destino de dezenas de criadores de gado e outros animais.